CCJ do Senado aprova PEC que cria piso salarial para policiais militares e bombeiros
04/11/2009 Postado por: Ricardo Santos-SD PMGO
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (4/11) proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a criação de um piso nacional de salário para policiais e militares do Corpo de Bombeiros. Se for aprovado pelo Congresso Nacional, o valor do piso será estabelecido por lei ordinária e deverá entrar em vigor num prazo máximo de um ano após a promulgação da PEC.
O texto também cria um fundo para que a União socorra estados e municípios que tenham dificuldades orçamentárias para viabilizar o pagamento do piso nacional aos policiais e bombeiros. A PEC agora será votada em dois turnos pelo plenário do Senado e, se aprovada, vai à apreciação da Câmara dos Deputados.
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), autor da matéria, sugeriu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que consulte os líderes para tentar viabilizar a quebra dos prazos de tramitação de uma proposta de emenda à Constituição para acelerar sua votação pela Casa.
Fonte: Correio Web
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
CONVITE
AOS ASSOCIADOS VÍTIMAS DO CÉSIO 137
CAROS ASSOCIADOS BOA NOITE!
VENHO ATRAVÉS DO PRESENTE, CONVOCAR VOSSA SENHORIA PARA UMA REUNIÃO EXTRAORDIÁRIA NO DIA 07NOV09 ÀS 20:00 HORAS NA SEDE PROVISÓRIA DA ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES VÍTIMAS DO CÉSIO 137 (AMVC-137) EM GOIÂNIA-GO, A FIM DE TRATAR DE ASSUNTOS DE INTERESSES RELEVANTES DA CATEGORIA.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS.
ATENCIOSAMENTE,
SANTOS FRANCISCO DE ALMEIDA - 1º SGT PM R/R
PRESIDENTE DA AMVC-137
CAROS ASSOCIADOS BOA NOITE!
VENHO ATRAVÉS DO PRESENTE, CONVOCAR VOSSA SENHORIA PARA UMA REUNIÃO EXTRAORDIÁRIA NO DIA 07NOV09 ÀS 20:00 HORAS NA SEDE PROVISÓRIA DA ASSOCIAÇÃO DOS MILITARES VÍTIMAS DO CÉSIO 137 (AMVC-137) EM GOIÂNIA-GO, A FIM DE TRATAR DE ASSUNTOS DE INTERESSES RELEVANTES DA CATEGORIA.
CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS.
ATENCIOSAMENTE,
SANTOS FRANCISCO DE ALMEIDA - 1º SGT PM R/R
PRESIDENTE DA AMVC-137
domingo, 25 de outubro de 2009
AVISO
Unificação de matrículas entra em vigor no dia 19 - 15/10/2009 12:51:56
A partir de segunda-feira, 19 de outubro de 2009, entrará em funcionamento o sistema de unificação de matriculas do Ipasgo, o que significa que os usuários que têm mais de uma matrícula no Ipasgo passarão a ter apenas uma. Hoje um usuário pode ter várias matrículas, como titulares e dependentes, em planos diferentes, o que complica o trabalho de controle de cadastro e a confiabilidade das informações. A medida deverá reduzir em torno de 15 mil o quantitativo de matrículas que estão em duplicidade, ou em torno de 15 mil do total de 650 mil usuários do Instituto.
A matrícula única acompanhará o usuário desde a primeira inclusão, independente de alterações de segurado para dependente ou vice-versa. Por exemplo: se o usuário passar de titular para dependente, o número da matrícula não mudará. Se um dependente for transferido para outra matrícula, vai com mesmo número e dígito.
Com isso a regra de que a matrícula do dependente é a mesma do segurado deixará de existir. Cada um terá sua matrícula, que continuará com o mesmo formato, contendo 7 números iniciais e dois números finais que servirão como dígito da matrícula. Os principais objetivos da unificação de matrículas são a redução da inadimplência, controle efetivo dos contratos, redução dos problemas com divergências de planos, centralização das informações dos usuários, confiabilidade das informações, melhoria no trabalho de cada colaborador e redução do número de cartões que os usuários carregam.
As regras principais da unificação de matrículas serão as seguintes:
-pessoas ativas em uma matrícula e excluídas em outra: permanecerá a ativa
-pessoas ativas em mais de uma matrícula seguirão a regra:
Para dois tipos de plano ficará a matrícula do especial
Para planos iguais ficará a matrícula do mais antigo
-pessoas ativas como segurado e como dependentes no grau Cônjuge ou Companheiro:
Poderão usar o plano de seu cônjuge. O sistema terá um link para indicar este cônjuge. Ex: No caso em que um optar por continuar pagando no plano básico e o outro estiver no especial, o conjuge do básico poderá usar o especial como dependente do outro. O cartão é o mesmo, só que no momento de impressão de uma guia de internação vai sair especial em vez de básico. Os filhos do casal ficarão na matrícula especial.
-pessoas ativas em uma matrícula e bloqueadas em outra por problemas financeiros: o bloqueio será transferido para a matrícula que ficar.
Fonte: SICOM
A partir de segunda-feira, 19 de outubro de 2009, entrará em funcionamento o sistema de unificação de matriculas do Ipasgo, o que significa que os usuários que têm mais de uma matrícula no Ipasgo passarão a ter apenas uma. Hoje um usuário pode ter várias matrículas, como titulares e dependentes, em planos diferentes, o que complica o trabalho de controle de cadastro e a confiabilidade das informações. A medida deverá reduzir em torno de 15 mil o quantitativo de matrículas que estão em duplicidade, ou em torno de 15 mil do total de 650 mil usuários do Instituto.
A matrícula única acompanhará o usuário desde a primeira inclusão, independente de alterações de segurado para dependente ou vice-versa. Por exemplo: se o usuário passar de titular para dependente, o número da matrícula não mudará. Se um dependente for transferido para outra matrícula, vai com mesmo número e dígito.
Com isso a regra de que a matrícula do dependente é a mesma do segurado deixará de existir. Cada um terá sua matrícula, que continuará com o mesmo formato, contendo 7 números iniciais e dois números finais que servirão como dígito da matrícula. Os principais objetivos da unificação de matrículas são a redução da inadimplência, controle efetivo dos contratos, redução dos problemas com divergências de planos, centralização das informações dos usuários, confiabilidade das informações, melhoria no trabalho de cada colaborador e redução do número de cartões que os usuários carregam.
As regras principais da unificação de matrículas serão as seguintes:
-pessoas ativas em uma matrícula e excluídas em outra: permanecerá a ativa
-pessoas ativas em mais de uma matrícula seguirão a regra:
Para dois tipos de plano ficará a matrícula do especial
Para planos iguais ficará a matrícula do mais antigo
-pessoas ativas como segurado e como dependentes no grau Cônjuge ou Companheiro:
Poderão usar o plano de seu cônjuge. O sistema terá um link para indicar este cônjuge. Ex: No caso em que um optar por continuar pagando no plano básico e o outro estiver no especial, o conjuge do básico poderá usar o especial como dependente do outro. O cartão é o mesmo, só que no momento de impressão de uma guia de internação vai sair especial em vez de básico. Os filhos do casal ficarão na matrícula especial.
-pessoas ativas em uma matrícula e bloqueadas em outra por problemas financeiros: o bloqueio será transferido para a matrícula que ficar.
Fonte: SICOM
terça-feira, 20 de outubro de 2009
ARTIGO
O acidente com o Césio-137 completou 22 anos. Como tem sido o papel da SuLeide?
Zacharias Calil - Hoje o papel fundamental da SuLeide é o acompanhamento e o monitoramento dos pacientes, para ver quais são os efeitos tardios nos pacientes do acidente radioativo com o Césio-137. Nós nos tornamos praticamente referência mundial no acompanhamento desses pacientes. Recentemente o pessoal da Usina Nuclear de Angra dos Reis (RJ) esteve aqui para saber como fazemos o monitoramento. Nós desenvolvemos um atendimento dentro da SuLeide, onde os pacientes têm toda a assistência médica, e um programa de computador especialmente desenvolvido para esse acompanhamento e vamos vendo as consequências tardias do acidente radiológico, principalmente do Césio-137. A vida média do Césio é de 30 anos, esse é o tempo em ele fica exposto na natureza. Como esses pacientes foram irradiados, nós precisamos saber as consequências que porventura teriam no organismo deles.
Quantos são hoje os pacientes cadastrados e atendidos pela SuLeide?
Zacharias Calil - São quase 800 pacientes, porque temos os grupos 1, 2 e 3. Os grupos 1 e 2 são compostos por aquelas pessoas que tiveram um maior índice de radiação, com cerca de 160 pacientes. Já no grupo 3 estão aquelas pessoas da vizinhança (dos locais afetados pelo acidente), parentes e as pessoas que trabalharam no acidente radiológico, como bombeiros e policiais militares.
O que vocês têm notado de consequências tardias em decorrência da radiação do Césio-137 nessas pessoas?
Zacharias Calil - Nossa grande preocupação é em relação ao desenvolvimento do câncer e a má formações. Nesse caso, os estudos mostram que a grande maioria apresenta mais problemas do ponto de vista psiquiátrico, como depressão e alcoolismo, e ligados a fatores de risco como hipertensão arterial, como consequência disso tudo. Mas quanto ao câncer, que seria a principal causa, não foi detectado alto nível de câncer nesses pacientes.
A Funleide possui um sistema de informações sobre o acidente com o Césio-137. Esses dados são utilizados para intercâmbio científico com outras instituições e entidades do Brasil e de outros países?
Zacharias Calil - Essa é nossa grande preocupação. Temos toda a história do acidente com o Césio-137, tudo cadastrado. Isso agora está sendo digitalizado. Já firmamos um convênio com a Secretaria da Fazenda para criarmos um site onde as pessoas terão todo o acesso, em qualquer lugar do mundo, à história (do acidente) e ao acompanhamento de tudo disso.
Quando esse site vai ser disponibilizado aos internautas?
Zacharias Calil - Breve. No máximo em um mês ele estará disponibilizado. É um portal que teremos do Césio-137. Outro detalhe importante: a preocupação de recuperar o acervo do acidente. Às vezes as pessoas que passaram pela SuLeide ou sua antecessora não se preocupavam muito com a memória. Essa é uma das nossas grandes preocupações - manter a memória do acidente radiológico. Outro ponto positivo: já foi firmado um convênio entre as Secretarias da Educação e da Saúde. A história do acidente com o Césio-137 vai ser instituída como matéria obrigatória em todas as escolas públicas de Goiás. Já estamos treinando as pessoas para que os professores tenham acesso a isso e nossos profissionais vão capacitá-los.
Quais são outras ações e investimentos da SuLeide?
Zacharias Calil - As ações são basicamente relacionadas aos radioacidentados mesmo. Não é necessária uma ação de grande porte porque nós já fazemos isso há mais de 20 anos. O principal problema que estávamos enfrentando seria em relação aos medicamentos. Isso foi sanado essa semana. Foi aberta uma conta no Banco Itaú para que a gente possa ter um determinado valor mensal para aquisição de medicamentos para esses pacientes.
fonte AGECOM - Agência Goiana de Comunicação (GDI)
Zacharias Calil - Hoje o papel fundamental da SuLeide é o acompanhamento e o monitoramento dos pacientes, para ver quais são os efeitos tardios nos pacientes do acidente radioativo com o Césio-137. Nós nos tornamos praticamente referência mundial no acompanhamento desses pacientes. Recentemente o pessoal da Usina Nuclear de Angra dos Reis (RJ) esteve aqui para saber como fazemos o monitoramento. Nós desenvolvemos um atendimento dentro da SuLeide, onde os pacientes têm toda a assistência médica, e um programa de computador especialmente desenvolvido para esse acompanhamento e vamos vendo as consequências tardias do acidente radiológico, principalmente do Césio-137. A vida média do Césio é de 30 anos, esse é o tempo em ele fica exposto na natureza. Como esses pacientes foram irradiados, nós precisamos saber as consequências que porventura teriam no organismo deles.
Quantos são hoje os pacientes cadastrados e atendidos pela SuLeide?
Zacharias Calil - São quase 800 pacientes, porque temos os grupos 1, 2 e 3. Os grupos 1 e 2 são compostos por aquelas pessoas que tiveram um maior índice de radiação, com cerca de 160 pacientes. Já no grupo 3 estão aquelas pessoas da vizinhança (dos locais afetados pelo acidente), parentes e as pessoas que trabalharam no acidente radiológico, como bombeiros e policiais militares.
O que vocês têm notado de consequências tardias em decorrência da radiação do Césio-137 nessas pessoas?
Zacharias Calil - Nossa grande preocupação é em relação ao desenvolvimento do câncer e a má formações. Nesse caso, os estudos mostram que a grande maioria apresenta mais problemas do ponto de vista psiquiátrico, como depressão e alcoolismo, e ligados a fatores de risco como hipertensão arterial, como consequência disso tudo. Mas quanto ao câncer, que seria a principal causa, não foi detectado alto nível de câncer nesses pacientes.
A Funleide possui um sistema de informações sobre o acidente com o Césio-137. Esses dados são utilizados para intercâmbio científico com outras instituições e entidades do Brasil e de outros países?
Zacharias Calil - Essa é nossa grande preocupação. Temos toda a história do acidente com o Césio-137, tudo cadastrado. Isso agora está sendo digitalizado. Já firmamos um convênio com a Secretaria da Fazenda para criarmos um site onde as pessoas terão todo o acesso, em qualquer lugar do mundo, à história (do acidente) e ao acompanhamento de tudo disso.
Quando esse site vai ser disponibilizado aos internautas?
Zacharias Calil - Breve. No máximo em um mês ele estará disponibilizado. É um portal que teremos do Césio-137. Outro detalhe importante: a preocupação de recuperar o acervo do acidente. Às vezes as pessoas que passaram pela SuLeide ou sua antecessora não se preocupavam muito com a memória. Essa é uma das nossas grandes preocupações - manter a memória do acidente radiológico. Outro ponto positivo: já foi firmado um convênio entre as Secretarias da Educação e da Saúde. A história do acidente com o Césio-137 vai ser instituída como matéria obrigatória em todas as escolas públicas de Goiás. Já estamos treinando as pessoas para que os professores tenham acesso a isso e nossos profissionais vão capacitá-los.
Quais são outras ações e investimentos da SuLeide?
Zacharias Calil - As ações são basicamente relacionadas aos radioacidentados mesmo. Não é necessária uma ação de grande porte porque nós já fazemos isso há mais de 20 anos. O principal problema que estávamos enfrentando seria em relação aos medicamentos. Isso foi sanado essa semana. Foi aberta uma conta no Banco Itaú para que a gente possa ter um determinado valor mensal para aquisição de medicamentos para esses pacientes.
fonte AGECOM - Agência Goiana de Comunicação (GDI)
REUNIAO
19/10/2009 18:19 - GOIÂNIA
Césio 137 é tema de workshop
Agência Goiana de Comunicação
Um workshop sobre os 22 anos do acidente com o césio em Goiânia será realizado na próxima quinta-feira, dia 22, a partir das 8h30, no Centro Regional de Ciências Nucleares - Cnen. O endereço é BR-060, Km 174,5, Abadia de Goiás, saída para Rio Verde. A promoção é da Secretaria da Saúde e o evento é aberto a todos os interessados.
FONTE; JORNAL O POPULAR
Césio 137 é tema de workshop
Agência Goiana de Comunicação
Um workshop sobre os 22 anos do acidente com o césio em Goiânia será realizado na próxima quinta-feira, dia 22, a partir das 8h30, no Centro Regional de Ciências Nucleares - Cnen. O endereço é BR-060, Km 174,5, Abadia de Goiás, saída para Rio Verde. A promoção é da Secretaria da Saúde e o evento é aberto a todos os interessados.
FONTE; JORNAL O POPULAR
ARTIGO
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[CIDADES] Personagens da tragédia da radiação
Quarenta e dois anos separam tragédias que marcaram a vida do japonês Takashi Morita, de 85 anos, e do goiano Odesson Alves Ferreira, de 54. Ontem, eles viveram um encontro tão histórico quanto suas tragédias, que são distantes no tempo, mas próximas nas causas e consequências. Morita sobreviveu à bomba atômica jogada em Hiroshima, no Japão, em 1945. Odesson resistiu à contaminação pelo césio 137, em setembro de 1987, em Goiânia.
Morita era policial militar e sofreu queimaduras pela radiação atômica nas costas. Odesson, que era motorista de ônibus na época do acidente, mostrou a ele sua lesão na mão direita, que precisou de enxerto devido às recidivas causadas pela radiação do césio 137.
Eles se olharam, falaram e abraçaram. Destacaram que seus problemas são parecidos, citaram o preconceito e a negativa no reconhecimento de sua condição de vítimas. “Vivemos o mesmo sofrimento. Também não reconhecem nexo entre nossos males e a radiação, o que ocorre conosco, como ocorre com eles”, destacou Odesson, diante de um acenar de cabeça positivo de Morita.
Os dois deram entrevistas com mensagens de paz, dizendo que os erros do passado não podem se repetir. Tudo isto com o acidente que marcou Goiânia e Goiás completando 22 anos este mês e quando a explosão da bomba atômica acaba de completar 64 anos, em agosto.
O encontro foi promovido pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e pela Associação Hibakusha Brasil pela Paz – que reúne as vítimas japonesas da Segunda Guerra e é presidida por Morita –, como parte dos eventos de lançamento do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Acidente com o Césio-137 (Nipac) da UCG, que ocorrerá amanhã à tarde. Com Morita, vieram mais dois sobreviventes que se refugiaram no Brasil há décadas, Huniko Bonkohara, de 59 anos, e Junko Watanabe, de 67 – ela soube que ficou sob a chuva negra em Hiroshima na infância só aos 38 anos, quando os pais lhe contaram.
Também vieram se solidarizar com as vítimas do césio dois jovens estudantes, vencedores de um concurso internacional, escolhidos mensageiros da paz. Um veio da Coreia do Sul e outro, do Japão. “Eles têm a missão de entregar à Organização das Nações Unidas (ONU), na Suíça, abaixo-assinado contra o uso da energia nuclear para fins bélicos”, explicou o diretor cultural da Hibakusha, André Lopes Loula.
No auditório, na UCG, vítimas diretas do césio, trabalhadores que atuaram na descontaminação e outros. Hoje, todos participam de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, às 8h30, sobre os problemas das vítimas do césio. O acidente reúne grupo diversificado de atingidos, como as famílias diretamente envolvidas, servidores públicos, policiais militares, vizinhos e outros.
Defesa
No encontro de ontem, o coordenador do Nipac, Júlio de Oliveira Nascimento, antecipou que uma das finalidades do núcleo é representar as vítimas judicialmente – uma das dificuldades que elas enfrentam é argumentação jurídica ligando suas histórias e problemas ao acidente. Segundo o professor, já está em julgamento na universidade um projeto de pesquisa para estabelecer a correlação do acidente com danos e prejuízos sofridos pelas vítimas, o que não tem sido reconhecido por vários juízes. “Esperamos que, assim, os juízes possam levantar outras possibilidades e surjam sentenças favoráveis às vítimas”, frisou. Presidente da Associação das Vítimas do Césio, Odesson Alves está otimista com a criação do núcleo. “Esses anos todos muitas promessas surgiram, mas pouco foi feito pelas vítimas. Esperamos que este seja um parceiro para mudar essa realidade”, afirmou.
Fonte: Sindicato dos Gestores Governamentais
[CIDADES] Personagens da tragédia da radiação
Quarenta e dois anos separam tragédias que marcaram a vida do japonês Takashi Morita, de 85 anos, e do goiano Odesson Alves Ferreira, de 54. Ontem, eles viveram um encontro tão histórico quanto suas tragédias, que são distantes no tempo, mas próximas nas causas e consequências. Morita sobreviveu à bomba atômica jogada em Hiroshima, no Japão, em 1945. Odesson resistiu à contaminação pelo césio 137, em setembro de 1987, em Goiânia.
Morita era policial militar e sofreu queimaduras pela radiação atômica nas costas. Odesson, que era motorista de ônibus na época do acidente, mostrou a ele sua lesão na mão direita, que precisou de enxerto devido às recidivas causadas pela radiação do césio 137.
Eles se olharam, falaram e abraçaram. Destacaram que seus problemas são parecidos, citaram o preconceito e a negativa no reconhecimento de sua condição de vítimas. “Vivemos o mesmo sofrimento. Também não reconhecem nexo entre nossos males e a radiação, o que ocorre conosco, como ocorre com eles”, destacou Odesson, diante de um acenar de cabeça positivo de Morita.
Os dois deram entrevistas com mensagens de paz, dizendo que os erros do passado não podem se repetir. Tudo isto com o acidente que marcou Goiânia e Goiás completando 22 anos este mês e quando a explosão da bomba atômica acaba de completar 64 anos, em agosto.
O encontro foi promovido pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e pela Associação Hibakusha Brasil pela Paz – que reúne as vítimas japonesas da Segunda Guerra e é presidida por Morita –, como parte dos eventos de lançamento do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Acidente com o Césio-137 (Nipac) da UCG, que ocorrerá amanhã à tarde. Com Morita, vieram mais dois sobreviventes que se refugiaram no Brasil há décadas, Huniko Bonkohara, de 59 anos, e Junko Watanabe, de 67 – ela soube que ficou sob a chuva negra em Hiroshima na infância só aos 38 anos, quando os pais lhe contaram.
Também vieram se solidarizar com as vítimas do césio dois jovens estudantes, vencedores de um concurso internacional, escolhidos mensageiros da paz. Um veio da Coreia do Sul e outro, do Japão. “Eles têm a missão de entregar à Organização das Nações Unidas (ONU), na Suíça, abaixo-assinado contra o uso da energia nuclear para fins bélicos”, explicou o diretor cultural da Hibakusha, André Lopes Loula.
No auditório, na UCG, vítimas diretas do césio, trabalhadores que atuaram na descontaminação e outros. Hoje, todos participam de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, às 8h30, sobre os problemas das vítimas do césio. O acidente reúne grupo diversificado de atingidos, como as famílias diretamente envolvidas, servidores públicos, policiais militares, vizinhos e outros.
Defesa
No encontro de ontem, o coordenador do Nipac, Júlio de Oliveira Nascimento, antecipou que uma das finalidades do núcleo é representar as vítimas judicialmente – uma das dificuldades que elas enfrentam é argumentação jurídica ligando suas histórias e problemas ao acidente. Segundo o professor, já está em julgamento na universidade um projeto de pesquisa para estabelecer a correlação do acidente com danos e prejuízos sofridos pelas vítimas, o que não tem sido reconhecido por vários juízes. “Esperamos que, assim, os juízes possam levantar outras possibilidades e surjam sentenças favoráveis às vítimas”, frisou. Presidente da Associação das Vítimas do Césio, Odesson Alves está otimista com a criação do núcleo. “Esses anos todos muitas promessas surgiram, mas pouco foi feito pelas vítimas. Esperamos que este seja um parceiro para mudar essa realidade”, afirmou.
Fonte: Sindicato dos Gestores Governamentais
MUSEU
VEÍCULO: JORNAL O POPULAR
EDITORIA: CIDADES
DATA: 15 de agosto de 2009
ACIDENTE RADIOLÓGICO
Museu e praça lembrarão tragédia do césio 137
Marília Assunção
Às vésperas de completar 22 anos, o acidente com o césio 137, em Goiânia – em setembro de 1987–, finalmente será tratado como lição. Um museu será construído para detalhar os fatos ocorridos, as quatro primeiras mortes e as soluções para remediar os danos, vários deles inéditos para a comunidade científica mundial. O museu será instalado na rua 57, no Setor Aeroporto. Entre outras coisas, o local terá um contador de radiação, assim como na praça que será construída na 26-A – são dois dos principais pontos atingidos à época.
Detalhes e maquetes do que será construído foram apresentados ontem ao governador Alcides Rodrigues pelo presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, do Rio de Janeiro, e o artista plástico Siron Franco, autor do projeto, com a presença dos secretários de Ciência e Tecnologia, Joel de Sant´Anna Braga Filho, e de Saúde, Irani Ribeiro, entre outros. Mesmo transcorrido tanto tempo, a intenção, salientou Odair, “é recuperar o orgulho e mostrar que não há mais risco algum”. Ainda sem custo estimado, o projeto será desenvolvido em parceria entre Cnen, governo de Goiás e Prefeitura. As vítimas, salienta o presidente da associação, Odesson Alves, apoiam e querem administrar o museu.
Remédios
Sobre a constante falta de medicação para os radioacidentados, ontem Irani Ribeiro anunciou uma mudança no protocolo e a criação de verba específica para Superintendência Leide das Neves com este fim.
VEÍCULO: JORNAL O POPULAR
EDITORIA: CIDADES
DATA: 15 de agosto de 2009
ACIDENTE RADIOLÓGICO
Museu e praça lembrarão tragédia do césio 137
Marília Assunção
Às vésperas de completar 22 anos, o acidente com o césio 137, em Goiânia – em setembro de 1987–, finalmente será tratado como lição. Um museu será construído para detalhar os fatos ocorridos, as quatro primeiras mortes e as soluções para remediar os danos, vários deles inéditos para a comunidade científica mundial. O museu será instalado na rua 57, no Setor Aeroporto. Entre outras coisas, o local terá um contador de radiação, assim como na praça que será construída na 26-A – são dois dos principais pontos atingidos à época.
Detalhes e maquetes do que será construído foram apresentados ontem ao governador Alcides Rodrigues pelo presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Odair Dias Gonçalves, do Rio de Janeiro, e o artista plástico Siron Franco, autor do projeto, com a presença dos secretários de Ciência e Tecnologia, Joel de Sant´Anna Braga Filho, e de Saúde, Irani Ribeiro, entre outros. Mesmo transcorrido tanto tempo, a intenção, salientou Odair, “é recuperar o orgulho e mostrar que não há mais risco algum”. Ainda sem custo estimado, o projeto será desenvolvido em parceria entre Cnen, governo de Goiás e Prefeitura. As vítimas, salienta o presidente da associação, Odesson Alves, apoiam e querem administrar o museu.
Remédios
Sobre a constante falta de medicação para os radioacidentados, ontem Irani Ribeiro anunciou uma mudança no protocolo e a criação de verba específica para Superintendência Leide das Neves com este fim.
VEÍCULO: JORNAL O POPULAR
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